Foi no grupo de estudos da Irmina Walczak que descobriu que poderia transformar as dores do passado em algo palpável. Trabalhar nesse projeto, que talvez nunca tenha fim, a fez refletir sobre a relação com sua mãe,
sobre o quanto as feridas que ela deixou são resultados de feridas que ela também carrega e que foram deixadas nela por outra mãe que também foi muito ferida.
Se perceber como uma legião de mulheres feridas a trouxe muitas respostas e o entendimento das marcas que um lar disfuncional pode trazer.
Neste ensaio coleta trechos de diários da infância/adolescência, realiza intervenções em fotos antigas e refaz memórias com fotos recentes, na
intenção de remontar o grande quebra cabeça que se esvai com o tempo.