O Wabi–sabi representa uma abrangente visão do mundo à japonesa, uma abordagem estética centrada na aceitação da transitoriedade e imperfeição. É uma apreciação estética da efemeridade da vida. Uma árvore exuberante no verão é no inverno apenas um monte de galhos secos. Uma parede de pedras é desgastada pelo sol, pelas chuvas e com o tempo se encontra coberta por musgos de todas colorações. As imagens wabi–sabi nos obrigam a contemplar nossa própria mortalidade e provocam uma espécie de conforto, já que sabemos que toda existência compartilha do mesmo destino. Reconhece a história através de suas marcas mesmo que isto inclua o sofrimento. O Wabi–sabi propõe que a beleza é um acontecimento dinâmico que ocorre entre você e outra coisa. Todas as coisas são incompletas, todas as coisas, incluindo o próprio Universo, estão em um movimento constante para se tornar outra coisa ou se dissolver. O Wabi sabi diz respeito ao minúsculo e escondido, ao provisório e efêmero: coisas tão sutis que são invisíveis.
O ensaio fotográfico sugere uma conexão entre a efemeridade das coisas e de nós mesmos, ambos sujeitos ao tempo, à acidentes, aos imprevistos da vida. É um paralelo que costura estas experiências e nos faz olhar mais de perto para a beleza das imperfeições que nos tornam mais humanos e próximos da natureza.